terça-feira, 5 de outubro de 2010

OFICINA NO AR

A Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos - SDDH, Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense (FMAP), Rede Feminista De Saúde/Pará tem a honra de convidá-l@s para a oficina sobre Direito Humano à Saúde Sexual e Reprodutiva a ser ministrada pela Srª.Maria José de Oliveira*, Relatora da Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Plataforma Dhesca Brasil)
Plataforma Dhesca Brasil é uma rede nacional de direitos humanos, que articula movimentos e organizações da sociedade civil e desenvolve ações para promoção, defesa e reparação dos Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais, visando o fortalecimento da cidadania e a radicalização da democracia.
Nestes termos, a Plataforma desenvolve seu trabalho por meio da atuação de relatores independentes que trabalham em diversas áreas, como Educação, Meio Ambiente, Terra, Trabalho e SaúdeAinda no contexto da Saúde, insere-se a Relatoria do Direito Humano à Saúde Sexual e Reprodutiva, recentemente criada, com o objetivo de diagnosticar situações como de saúde materna, saúde sexual e reprodutiva, em particular das mulheres em situação de privação de liberdade.

               Local: Auditório da SDDH (Av. Governador José Malcher, nº 1381, entre a Av. Generealíssimo Deodoro e a Trav.          
               14 de março)

Data: 06/10/2010 (quarta-feira)
Horário: 16:30 hs às 19:00 hs

*Maria José é médica pediatra e especialista em Saúde da Mulher, com atuação em Medicina Social/ Saúde Pública, Medicina Preventiva e Atenção Primária em Saúde da Mulher, Políticas Públicas de Gênero na Área da Saúde com foco em direitos e Políticas Públicas de Atenção à Violência de Gênero contra Mulheres e Adolescentes. Atualmente, é membro do Conselho Diretor da Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos.
Foi coordenadora da Área Técnica de Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (2000-2003) e da Área Técnica de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde (2003-2007), da Comissão de Saúde Sexual e Reprodutiva do MERCOSUL (2003-2007). Em 2005, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz.

Manifesto contra a criminalização das mulheres que praticam aborto

Em defesa dos direitos das mulheres


Centenas de mulheres no Brasil estão sendo perseguidas, humilhadas e condenadas por recorrerem à prática do aborto. Isso ocorre porque ainda temos uma legislação do século passado – 1940 –, que criminaliza a mulher e quem a ajudar.

A criminalização do aborto condena as mulheres a um caminho de clandestinidade, ao qual se associam graves perigos para as suas vidas, saúde física e psíquica, e não contribui para reduzir este grave problema de saúde pública.

As mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, são as que mais sofrem com a criminalização. São estas que recorrem a clínicas clandestinas e a outros meios precários e inseguros, uma vez que não podem pagar pelo serviço clandestino na rede privada, que cobra altíssimos preços, nem podem viajar a países onde o aborto é legalizado, opções seguras para as mulheres ricas.
A estratégia dos setores ultraconservadores, religiosos, intensificada desde o final da década de 1990, tem sido o “estouro” de clínicas clandestinas que fazem aborto. Os objetivos destes setores conservadores são punir as mulheres e levá-las à prisão. Em diferentes Estados, os Ministérios Públicos, ao invés de garantirem a proteção das cidadãs, têm investido esforços na perseguição e investigação de mulheres que recorreram à prática do aborto. Fichas e prontuários médicos de clínicas privadas que fazem procedimento de aborto foram recolhidos, numa evidente disposição de aterrorizar e criminalizar as mulheres. No caso do Mato Grosso do Sul, foram quase 10 mil mulheres ameaçadas de indiciamento; algumas já foram processadas e punidas com a obrigação de fazer trabalhos em creches, cuidando de bebês, num flagrante ato de violência psicológica contra estas mulheres.
A estas ações efetuadas pelo Judiciário somam-se os maus tratos e humilhação que as mulheres sofrem em hospitais quando, em processo de abortamento, procuram atendimento. Neste mesmo contexto, o Congresso Nacional aproveita para arrancar manchetes de jornais com projetos de lei que criminalizam cada vez mais as mulheres. Deputados elaboram Projetos de Lei como o “bolsa estupro”, que propõe uma bolsa mensal de um salário mínimo à mulher para manter a gestação decorrente de um estupro. A exemplo deste PL, existem muitos outros similares.
A criminalização das mulheres e de todas as lutas libertárias é mais uma expressão do contexto reacionário, criado e sustentado pelo patriarcado capitalista globalizado em associação com setores religiosos fundamentalistas. Querem retirar direitos conquistados e manter o controle sobre as pessoas, especialmente sobre os corpos e a sexualidade das mulheres.

Ao contrário da prisão e condenação das mulheres, o que necessitamos e queremos é uma política integral de saúde sexual e reprodutiva que contemple todas as condições para uma prática sexual segura.
A maternidade deve ser uma decisão livre e desejada e não uma obrigação das mulheres. Deve ser compreendida como função social e, portanto, o Estado deve prover todas as condições para que as mulheres decidam soberanamente se querem ou não ser mães, e quando querem. Para aquelas que desejam ser mães devem ser asseguradas condições econômicas e sociais, através de políticas públicas universais que garantam assistência a gestação, parto e puerpério, assim como os cuidados necessários ao desenvolvimento pleno de uma criança: creche, escola, lazer, cultura, saúde.
As mulheres que desejam evitar gravidez devem ter garantido o planejamento reprodutivo e as que necessitam interromper uma gravidez indesejada deve ser assegurado o atendimento ao aborto legal e seguro no sistema público de saúde.
Neste contexto, não podemos nos calar!

Nós, sujeitos políticos, movimentos sociais, organizações políticas, lutadores e lutadoras sociais e pelos diretos humanos, reafirmamos nosso compromisso com a construção de um mundo justo, fraterno e solidário, nos rebelamos contra a criminalização das mulheres que fazem aborto, nos reunimos nesta Frente para lutar pela dignidade e cidadania de todas as mulheres.

Nenhuma mulher deve ser impedida de ser mãe. E nenhuma mulher pode ser obrigada a ser mãe. Por uma política que reconheça a autonomia das mulheres e suas decisões sobre seu corpo e sexualidade.

Pela defesa da democracia e do principio constitucional do Estado laico, que deve atender a todas e todos, sem se pautar por influências religiosas e com base nos critérios da universalidade do atendimento da saúde!

Por uma política que favoreça a mulheres e homens um comportamento preventivo, que promova de forma universal o acesso a todos os meios de proteção à saúde, de concepção e anticoncepção, sem coerção e com respeito.

Nenhuma mulher deve ser presa, maltratada ou humilhada por ter feito aborto!
Dignidade, autonomia, cidadania para as mulheres!
Pela não criminalização das mulheres e pela legalização do aborto!


Clique aqui para assinar a petição.

Frente nacional pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto

Informações e Adesão:
www.frentepelodireitoaoaborto.blogspot.com
ou pelo email: legalizaroaborto.direito@gmail.com


* FONTE:  http://www.petitiononline.com/abortole/

Por todas as mulheres

Clique aqui para assistir ao vídeo


BRASIL (2010) - O Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA) produziu este vídeo para mobilizar as mulheres brasileiras à defesa dos direitos de todas as mulheres em escolher se devem ou não levar adiante uma gravidez indesejada. Essa campanha tem por objetivo defender a autonomia das mulheres e evitar as centenas de mortes provocadas por abortos inseguros no país.

Setores ultra-conservadores, a direita e fundamentalistas cristãos (igreja católica e outras) estão intervindo no Congresso Nacional para criar leis que obriguem as mulheres a concluirem qualquer tipo de gravidez, motivada por estupro, que possa provocar a morte da mulher, de anencéfalo etc. Para tanto chegam a propor até o pagamento em dinheiro para a mulher vítima de estupro que leve ao fim a gravidez. Essa proposta absurda tem sio chamada pelos movimentos feministas de BOLSA ESTUPRO.

Os debates no Congresso Nacional, monopolizados, por esses grupos extremistas, mostram o quão violento e dominador é o machismo e o fundamentalismo religioso.

É importante mobilizar as mulheres. Mobilizadas e conscientes de seus direitos, podem produzir mudanças políticas e legais no país. 

Mais informações podem ser obtidas no site criado pelo Cfemea para essa campanha:portodasnos.blogspot.com

Este vídeo foi produzido em agosto de 2010 pela ILLUMINATTI - illuminatifilmes.com

com o patrocínio da
HEINRICH BÖLL STIFTUNG

e com o apoio de
-Safe Abortion Action Fund
-Ford Foundation
-WHC

Agradecimentos ao
-Fórum de Mulheres Negras do Distrito Federal
-Associação Lésbica de Brasília (Coturno de Vênus)
-Fórum de Mulheres do Distrito Federal

CFEMEA - 2010 - Brasil - cfemea.org.br


* Fonte: http://vimeo.com/15358185

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Trupe Imaginart em nova fase

A Trupe Imaginart, grupo de teatro da CASA DA JUVENTUDE, está em nova fase.
Depois de passar três meses ensaiando para a estréia do espetáculo "Retalhos de Holanda", que teve sua apresentação nos dias 01 e 02 de julho e 12 de agosto, agora estão se organizando na montagem do espetáculo " A CASA DA VIÚVA COSTA", de Antônio Tavernard, que tem previsão de apresentação para o final de Novembro.
A trupe já está a um mês na leitura dramatizada do texto que apresentarão e, a cada dia que passa, ultrapassam uma barreira diferente na construção dos personagens e do produto final que se almeja. Mesmo porque, o texto de Tavernard não é nada fácil, possui uma linguagem muito antiga e, por isso, a necessidade de adaptação do texto para uma linguagem mais atualizada.
Lembrando também que nenhum dos integrantes da Trupe frequenta a Escola de Teatro. Portanto, o desafio.
Quem está responsável por fazer as adaptações necessárias são os diretores: Suzane  e Luiz Carlos.
Abaixo algumas fotos de uma das primeiras leituras:

Alguém tem um dicionário aí?

O Diretor - Ator... grande inspirador

Diva Cool - Super empenhado...


Éssa é pra rir... Dona Rosa que o diga...


Esperar... Esperar... Até Novembro

A Trupe Imaginart é um grupo que agrega pessoas de várias idades. Vejam só.


Adrielle

Géssica


O menino do Livro na cabeça


Oneide


Cool


D. Rosa


Ronald


Moninha Azevedo


Aline


Renan

Além de várias outras pessoas que não aparecem nas fotos, inclusive a pessoa que vos fala. Todos são responsáveis pelo sucesso da Trupe.



Casa da Juventude

Programação para o dia Nacional da Juventude.



O centro de Articulação Social e Apoio a Juventude (Casa da Juventude), estará nos dias 22 e 23 de setembro, comemorando o Dia Nacional da Juventude. Para tal, está organizando uma extensa programação para a participação dos jovens neste dia.
Serão mesas de conversa- o famoso fala sério-, além de apresentações de grupos culturais, de teatro e música.
Todos estão convidados a participar das atividades.
Abaixo, a programação completa.

Programação dia 22/09

10 às 11h - Certificação do curso de Informática Básica (turmas de maio, junho e agosto)
11h – Atividade Cultural - Coral
15h – Fala sérioGravidez na adolescência, Doenças sexualmente transmissíveis /AIDS, e agora?
Rosilene Trindade – Coordenação da URE-DIPE/SESPA
Hugo Soares – Rede Nacional de Adolescentes e jovens Vivendo com HIV/AIDS
Ildélia RuffeilCoordenação Estadual da Saúde do Adolescente e Jovem/ SESPA
18h – Atividade Cultural - Sessão de Cinema


Programaçã – 23/099h  

13:00h Fala sério:  Homicídio, suicídio e acidente de trânsito.
Patrick Heleno Santos Passos – Cientista Social e Bacharel em Direito, pesquisador da ONG Observatório de Favelas.
Carlos Valente – Coordenação de Planejamento do DETRAN/PA
Coordenação de Saúde Mental /SESPA
11h – Atividade Cultural – Trupe Imaginarte da CASA da Juventude
15h – Fala sério: Uso abusivo de álcool e drogas.
 Alberto Amaral – Mestrando em Psicologia Social/UFPA
Gisele Botelho - Psicológa da URE Materno-infantil e Adolescente/SESPA
18h - Atividade Cultural – Show de música 
Palavras e silêncio
Composição: Zeca Baleiro e Fausto Nilo
Não se move uma montanha 
Por um pálido pedido 
De alguém que não se ama 
Todo ouro está contigo 
Para isso há muita chama 
No coração do bandido

Mais uma vez o dia chega 
Em minha vida 
Como uma chama na selva 
O sol na cama da relva 
A tua boca e a lua 
A minha boca e a tua 
Vão deixando pela rua 
Palavras e silêncios 
Que jamais se encontrarão

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

ORIGAMI/SACO DE JORNAL - RESPONSABILIDADE AMBIENTAL

Onde você põe o seu lixo?
A grande justificativa das pessoas que dizem que "precisam" de sacolinhas plásticas é a embalagem do lixo. Tudo bem, não dá mesmo pra não colocar lixo em saco plástico, mas  “Sacos de lixo Biodegradáveis” que são feitos com materiais orgânicos e de fibras vegetais levam bem menos tempo para se degradarem no solo assim causando menos impacto na Natureza.
Além disso será que não dá pra diminuir a quantidade de plástico no lixo?
Melhor do que encher diversos saquinhos plásticos ao longo de uma semana é usar um único saco plástico dentro de uma lixeira grande na área de serviço, por exemplo, e ir enchendo-o por alguns dias com os pequenos lixinhos da casa (da pia, do banheiro, do escritório). Se o lixo é limpo, como de escritório (papel de fax, pedaços de durex etc.), pode ir direto para a lixeira sem proteção. No caso dos lixinhos da pia e do banheiro o melhor substituto da sacolinha é o saquinho de jornal. Ele mantém a lixeira limpa, facilita na hora de retirar o lixo e é facílimo de fazerLeva 20 segundos. A idéia veio do origami, que ensina essa dobradura como um copo. Em tamanho aumentado, feito de folhas de jornal, o copo cabe perfeitamente na maioria dos lixinhos de pia e banheiro que existem por aí. Veja:

Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.

Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.

Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.

Vire a dobradura "de barriga para baixo", escondendo a aba que você acabou de dobrar.

Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:

Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.

Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.

Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:

Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!

É só encaixar dentro do seu cestinho e parar pra sempre de jogar mais plástico no lixo!

Que tal?

Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo a passo e você vai ver que depois de fazer um ou dois você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples. Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!

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